edição nº 7 ano 2019
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

MÁXIMA 17

“Respeite a palavra dada, pois ela nunca é esquecida por aquele a quem se fez a promessa.”  


Apresento três situações, desta vez, que podem ilustrar esta máxima. O que elas têm em comum, além do fato de que não foi respeitada uma palavra dada, é a reação de raiva e decepção das pessoas envolvidas!


A primeira situação ilustrativa aconteceu há alguns anos, quando uma querida amiga me convidou para ir passar o carnaval em sua casa em Campos de Jordão. Eu disse que iria. Mas, no último momento, apareceu um trabalho extra e decidi não ir. Uma vez que mais pessoas iam participar desse passeio e, portanto, minha amiga teria companhia, eu não vi muito problema em desistir. Mas sua forte reação me deixou chateada comigo mesma, por perceber que ela contava comigo. E eu tinha dado a minha palavra! Isso é que é importante! Pensei até que ela deixaria de ser minha amiga mas, afinal, o bem querer prevaleceu e ficou tudo em harmonia. Só que eu tive que ouvir calada: "Não se pode contar com você!”.


A segunda situação foi o contrário. Alguém me deu sua palavra e não cumpriu! Também fiquei bem furiosa. Meu filho prometeu que passaria em casa para me ajudar a solicitar ao governo canadense uma extensão do meu visto, pois eu gostaria de ficar por aqui até setembro deste ano. Eu tinha autorização para ficar até março e o prazo para solicitar a extensão estava acabando. O site para fazer esse pedido é bem complicado e meu filho tem experiência e competência. Mas, por duas vezes, ele desmarcou! Já fazia uns 10 dias que ele havia prometido da primeira vez. Eu me sentia bem decepcionada, até que me lembrei de outra máxima solariana que diz que a realidade é como é e não adianta lutarmos contra ela. Sem que eu precisasse expressar meu desapontamento, meu filho acabou me ajudando numa terceira vez em que marcamos para fazer isso. Mas é bem real o que diz esta máxima: a palavra dada não é esquecida por aquele a quem se fez a promessa! 


E o terceiro exemplo veio de uma amiga daqui, do condomínio onde moro. Seu filho havia prometido que viria jantar com ela um dia desses para irem ao supermercado e não apareceu nem avisou que não viria. Depois explicou o que houve para justificar sua falta. Mas minha amiga já tinha ficado bem furiosa e decepcionada, e com razão!


Essa raiva e essa decepção, comum nos três exemplos, são sentimentos que aparecem como subproduto quando não se respeita a palavra dada. O que geramos ao não lembrar ou desconsiderar uma promessa que fizemos é uma grande “subjetividade”. E realmente a outra pessoa não esquece! Mesmo quando a nossa palavra é dada a nós mesmos e não a cumprimos, os sentimentos de frustração e desapontamento aparecem. Quantas vezes dissemos a nós mesmos que vamos começar o regime ou os exercícios físicos ou que vamos fazer mais vezes as práticas espirituais, ler determinado livro ou ligar sem falta para aquela pessoa agradecendo um favor, e depois não fazemos nada disso? Nós nos decepcionamos conosco e nossa autoestima desaba! E vamos ficando energeticamente frágeis....


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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