edição nº 8 ano 2019
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Neurogênese e neuroplasticidade

No último Domingo Cultural (7 de abril) falamos sobre a Neurogênese e a Neuroplasticidade. Assunto extremamente importante, pois trata da possibilidade de desenvolvimento mental em qualquer idade. 


Neurogênese é o processo de formação de novos neurônios no cérebro. Antes, acreditava-se que a neurogênese ocorria no cérebro até certa idade e que não se perpetuava ao longo da vida, mas estudos feitos recentemente concluíram que o processo ocorre de modo contínuo.


Quer dizer que podemos produzir novos neurônios, não importa em que idade. E mais. Com a idade, é possível aumentar a neurogênese, pois o cérebro se reorganiza constantemente. Basta querer. A neurociência fala sobre a possibilidade de conseguir novas conexões que permitem que a pessoa aprenda até morrer.


Para nós, solarianos, isso não é nenhuma novidade. O ser humano vive pela existência de energia vital que possibilita construir uma vida independente. Uma das forças vitais, chamada Espírito, traz as seguintes permissões para criação de realidade mental:


Independência mental registrada

Independência mental criativa

Independência mental verbalizada


As permissões mentais são bem diferentes das outras, pois envolvem esforço mental para trazer à existência algo antes inexistente. Este componente não apenas enriquece enormemente a vida da pessoa, mas é fundamental para o desenvolvimento da vida da humanidade. Nesse caso, existe a necessidade de deixar algum tipo de legado para a posteridade, bem como de manter permanente aprendizagem para participar do mundo até idades muito avançadas.


Cada permissão também abrange uma faixa etária. Aqui surge algo que sempre foi muito questionado, pois parecia irreal. A permissão para construção da independência mental surge a partir dos 70 anos.

Todo o conceito de neurogênese hoje comprova isso. É possível não envelhecer mentalmente, e o rejuvenescimento vem com o uso correto dessa permissão.

Os cientistas falam sobre plasticidade mental, que permite lidar com processos cognitivos, sempre novos. Envelhecimento não significa degeneração mental.


Conforme os neurocientistas, o cérebro é uma esponja moldável, capaz de reconfigurar o mapa cerebral. 

Porém a permissão para conquista de realidade mental envolve atividades baseadas no desenvolvimento dela. Envolve atividades físicas, motivação para elas e, o mais importante, um cérebro preparado para isso. 


Não é fácil estudar, introduzir algo novo na vida, nem mesmo buscar novas amizades. Existem diversas práticas recomendáveis: meditação, exercícios físicos, corrida, busca de novos propósitos e algo fundamental: ter clara razão de sua existência. 


Todas as práticas são importantes, mas ninguém explica como introduzi-las na nossa vida cotidiana. Parece que faltam vontade e força vital. O cansaço e a preguiça não são fáceis de superar.


Um dos principais pilares da Teoria da Abrangência é a limpeza mental. O nosso cérebro funciona quando está limpo. Ele precisa de faxina do mesmo modo que nossa casa. Só que são limpezas diferentes. Há vários tipos de limpezas mentais, e seu hábito deve ser introduzido desde a juventude, como escovar os dentes. 


Trata-se da limpeza de pensamentos estagnados, que, quando não limpos, geram sofrimentos e conflitos, transformando a nossa mente num campo de batalha, sempre ligado ao passado, pois, sem limpeza adequada, começa a deterioração mental.


Os efeitos do acúmulo de pensamentos estagnados durante a vida são terríveis na fase de envelhecimento. Posso citar alguns.

A existência de processos mentais subjetivos que foram adquiridos no passado e que não podem ser concretamente mudados hoje — pois não existe mais realidade objetiva para isso — elimina a curiosidade da pessoa e acaba com sua memória. Nesse contexto, novas atividades cognitivas não têm energia mental para se realizarem. A plasticidade, que lida com novas conexões, não tem espaço para ocorrer, pois a pessoa intoxicada de velhos pensamentos é incapaz de introduzir novos hábitos. 


Os especialistas acreditam que, com a idade, as ligações entre os neurônios se tornam caóticos. Isso parece com uma rua por que passamos diariamente, mas que está sendo consertada sem parar. Ou seja, as conexões são destruídas e consertadas, mas, com o tempo, o movimento se torna muito lento e congestionado. A limpeza mental é muito eficaz para tornar nossa rua sempre preparada para um movimento cada vez mais rápido.


Outro tipo de limpeza é o das imagens guardadas em nossa mente que geram uma visão invertida da realidade. Isso traz depois enorme dificuldade de manter contato com a realidade, demências e até Alzheimer. A limpeza dessas imagens também pode ser introduzida em nossa vida como um hábito.

 

Também existe a necessidade de criar uma rotina para manter conexão com a força mental, através de práticas de meditação, de mantras e de outras atividades que conhecemos no Solaris como Espiritualidade Prática.


As limpezas mentais devem se tornar um hábito permanente e diário. É a principal prevenção contra futuros problemas relacionados com a neurogênese e a neuroplasticidade. 


Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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