edição nº 10 ano 2019
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Chegou a hora de sair de férias e ficar em casa não é uma opção. Surge aquela vontade enorme de preparar as malas e partir para um lugar diferente. Conhecer outra cultura, presenciar cores, aromas e sabores diversos.  


Mas antes de tudo é preciso organizar-se. As opções são infinitas: se antes as agências de viagem dominavam o mercado, agora a internet possibilita fazer praticamente tudo sozinho. O intuito deste artigo não é dizer qual opção é a melhor, mas explicar como cada uma funciona para que o leitor possa tomar sua decisão de forma mais consciente.


As agências de viagem são a opção mais tradicional, surgiram com a invenção dos GDS, Global Distribution System, e dominaram o mercado nos últimos 30 anos. Antes do surgimento deste sistema, a emissão de passagem aéreas só podia ser feita em alguns centros de reserva e a emissão de um bilhete levava de 1 a 3 horas.  


Simplificando um pouco, as agências podem ser divididas em três tipos: agências receptivas, localizadas no destino, que centralizam as opções de passeio do lugar; agências operadoras, que criam pacotes turísticos negociando com diferentes fornecedores envolvidos, companhias aéreas, transporte local, agências receptivas, etc.; e agências de viagem, que vendem serviços turísticos para o cliente final, revendendo pacotes fechados, criados pelas operadoras, ou vendendo passeios e serviços diretamente das receptivas.  


A principal vantagem de comprar um pacote turístico em uma agência de viagem é que vem tudo organizado, não há necessidade de se preocupar com nada, eles praticamente vão guiando você todo o tempo. Existem alternativas para todos os gostos, desde pacotes mais em conta até opções totalmente personalizadas. Nos pacotes mais em conta a desvantagem é ficar preso aos horários do grupo, não tendo opção de alterar o que já foi definido. Os pacotes mais personalizados normalmente não têm este problema, mas são mais caros. Ótima opção para quem não quer imprevistos. 


A grande mudança deste padrão surgiu na primeira década do século XXI com o surgimento das OTAs, Online Travel Agencies. Hoje, qualquer pessoa pode fazer o que somente as agências conseguiam através do GSD, pesquisar diferentes ofertas de voo, hotel e transporte. As principais agências online são Booking e Expedia. Nas OTAs é possível comparar diferentes ofertas, ver avaliações de outros clientes, reservar e pagar. 


Outra grande mudança foi o surgimento dos influenciadores digitais, blogs e sites de avaliação. Antes, para entender as atrações do destino desejado dependia-se também da agência operadora, que tinha os contatos na região. Hoje é possível acessar todo tipo de informação através de pessoas que se dedicam a relatar nos mínimos detalhes sua viagem, ver fotos e mapas, ou entrar em contato diretamente com as agências receptivas. 


Para finalizar, ainda temos os Metasearch ou comparativos de preço. Se na OTA comparam-se diferentes empresas, nestes portais é possível comparar o mesmo produto de uma empresa em diferentes canais de venda. Por exemplo: depois de escolhido o hotel e o voo, pode-se comparar se é mais barato comprá-lo diretamente com a empresa ou em uma OTA. Os principais são Tripadviser, Google e Kayak. 


A opção de comprar o mesmo produto em diferentes distribuidores traz uma questão importante. Deve-se sempre ter em mente de quem você está comprando o serviço, afinal toda tratativa pós-venda será feita com este distribuidor. Por exemplo: compram-se duas diárias de hotel por uma OTA e, durante a hospedagem, resolve-se ficar apenas uma noite. Normalmente o processo de cancelamento terá que ser feito com a OTA, e não com o hotel.


Esperamos que essas informações deixem mais claras as opções que existem hoje para você organizar suas férias. Boa viagem!





Jean Pierre Jospin

Jean Pierre Jospin é graduado em turismo pela Universidade Anhembi Morumbi, com curso de especialização em Agente Comercial de Turismo pelo instituto l,AFPA de Paris. É gerente geral da Accor, multinacional francesa do segmento hoteleiro.

 
 
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