edição nº 10 ano 2019
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A mulher no Antigo Egito

É indiscutível a importância da mulher na sociedade moderna. A igualdade de gêneros em todas as áreas e atividades se tornará uma conquista importante e definitiva. Recentemente li um artigo russo1 sobre o papel da mulher no antigo Egito. 


Naqueles tempos remotos, 2100 até 30 a.C., as mulheres em geral eram muito valorizadas (com momentos de retração). A civilização era avançada em todas as áreas sociais, sendo respeitosa em relação ao sexo feminino.


As mulheres do Antigo Egito não se ocupavam somente com tarefas do lar, criação e educação de filhos. “Elas podiam trabalhar no comércio, ter propriedades e negócios próprios”, afirma Gussakova. Podiam pedir divórcio e até ganhar um processo quando pleiteavam algo. 


“As mulheres estudavam medicina e outros ofícios que exigiam habilidades especiais”, continua a autora. Também poderiam ser sacerdotisas, “embora, nesse caso, nunca fossem colocadas em pé de igualdade com os sacerdotes”. 


As egípcias eram muito vaidosas, usavam tecidos riquíssimas, joias preciosas e maquiagem para realçar sua beleza. 


Nomes como Cleópatra e Nefertiti, rainha do século 14 a.C., são lembrados até hoje. 


A rainha-faraó Hatshepsut, que assumiu o poder no ano 1478 a. C., após a morte de seu marido (Thutmose II), transformou a sociedade egípcia num dos impérios mais proeminentes daqueles tempos. Ela desempenhou as funções de rei e de rainha.


Em nosso estudo do Tarô Egípcio, destacamos a importância de três deusas:Hathor, deusa-vaca; Sekhmet, deusa-leoa; Bastet, deusa-gata. Cada uma delas representa uma característica feminina.


 

A deusa Hathor é representada pelo Arcano 3. Ela era tão importante como o deus Ra e personificava a procriação, princípio vital de fecundidade. A deusa Hathor, mãe cósmica, era frequentemente simbolizada por uma vaca. Dizia-se que Hathor dava luz ao deus do sol toda alvorada. 

O princípio de procriação e perpetuação da espécie humana era personificado por essa deusa. Para ela amor e sexo eram princípios ativos da eternidade. Ela demonstrou força e respeito com a sustentação da família. A deusa Hathor foi deixada um pouco de lado, pois a mulher moderna não aceita mais a função progenitora, querendo experimentar outras fontes de criação. 


 

A deusa Sekhmet, representada pelo Arcano 11, destaca outro aspecto feminino. 

É uma força investigadora, dominadora, que gosta e luta pelo poder e mando, sempre querendo ser mais forte que o homem. O elemento simbolizado por Sekhmet está em ascensão na atualidade. A mulher assumiu poder fora de seu lar e conseguiu estimular o desenvolvimento de diversas ciências. Na mitologia, Sekhmet é simbolizada por uma leoa. Possui força e coragem, tendo como missão proteger e curar pessoas de caráter elevado. É a patrona dos médicos e traz a cura para os males que ela própria é capaz de causar. 


 

Bastet é uma das deusas mais veneradas do panteão egípcio. Sua popularidade se deve principalmente às entidades que ela representa: a deusa egípcia é considerada guardiã dos gatos, da casa, do fogo, do nascer do sol, da música, da dança, do prazer, da sexualidade, da fertilidade, da família, das mulheres grávidas e das crianças. Bastet simboliza o princípio da sexualidade feminina, da alegria e do prazer. Representada pelo Arcano 14, vive em função do deleite sexual. Essa força permite que a mulher seduza o homem que deseja. O uso do erotismo, de danças, cantos e pratos afrodisíacos sempre esteve ao alcance da mulher que usufruía da força da Bastet. No Antigo Egito, as sacerdotisas da deusa Bastet eram prostitutas de enorme poder que conseguiam manter os homens reféns de seus encantos. A mulher moderna perdeu os encantos dessa deusa, querendo conquistar o homem à força. 


As deusas Hathor, Sekhmet e Bastet representam a essência do poder feminino. Juntas, definem as três forças criadoras que foram dadas à mulher em sua capacidade divina. 


1 Gussakova, Irina. “O papel da mulher no Antigo Egito”. Disponível em: http://www.yoki.ru/style/kurs/15-09-2019/469979-0/ 























Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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