edição nº 10 ano 2020
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Vírus, uma visão diferente

Em tempos de pandemia é muito comum ouvirmos a palavra “vírus”. Neste artigo eu gostaria de repassar olhares diferentes sobre o assunto. 


O que é vírus? Conforme Gabriela Brumatti e Marcelo Ferri, Terra da Gente, eles “são os menores seres existentes na Terra, que dependem de células de outros organismos para se reproduzir e que, mesmo sem elas, carregam informações”.


Os vírus fora da célula são desprovidos de vida, mas dentro dela são capazes de se replicar com rapidez surpreendente. O artigo menciona que o surgimento dos vírus, ainda debatido, é datado de bilhões de anos antes do nosso. 


“Uma parte dos cientistas acredita que foram as primeiras entidades capazes de replicar seu material genético, mas como eles fariam isso sem as células que tanto precisam? A virologista Cíntia Bittar Oliva, pós-doutoranda e docente do Programa de Pós-graduação em Microbiologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que os diferentes vírus hoje existentes evoluem simultaneamente com seus hospedeiros. (...) E quem sabe até nosso destino já esteve na mão de um vírus. O infectologista Gerson Salvador ressalta que, como os vírus são elementos que modificam o material genético constantemente para se replicarem, pode ser que a evolução só tenha acontecido por conta deles. (...) Mas o mesmo vírus que talvez um dia nos gerou sabe quando estamos invadindo seu espaço. Quando nos deslocávamos pouco pelo globo, as infecções eram localizadas. Mas, logo após as primeiras grandes navegações, os microrganismos já mostraram seu poder. Gripe, catapora e varíola são três exemplos de vírus que, ao lado das guerras, dizimaram populações das Américas por serem infecções originárias da Europa que os índios americanos não tinham imunidade.”


Em entrevista com o cientista russo Ígor Abakúmov para o site www.kp.ru levanta-se uma hipótese interessante. Ele afirma que a natureza sempre reage a eventos de proporções planetárias por meio da preservação, em primeiro lugar, de organismos mais simples.



Antigas civilizações não sobreviveram. Não aguentaram os reveses da natureza ou as invasões bárbaras. E as que sobreviveram não eram as mais avançadas, nem as mais ricas. Portanto, após a queda, havia a necessidade de recomeçar praticamente do zero. 


Surge uma pergunta: quem ordena tudo? A entrevista traz uma conclusão no mínimo curiosa, pois menciona o papel dos vírus nessa regulação.


“O vírus não é solitário, e todos em conjunto são um megaorganismo. Como a formiga em relação ao formigueiro: de forma isolada cada formiga não significa nada e submete-se à ordem de um ‘cérebro’ coletivo”, explica Abakúmov.  


Na atual pandemia o vírus prendeu a todos em casa, limpou o ar, impediu aviões de voar e interrompeu atividades de milhões de trabalhadores.

 

O cientista traz outra reflexão intrigante. “Do ponto de vista do vírus, o ser humano é que é um vírus.” Ele luta contra nós com as mesmas armas que lutamos, mas sempre levando vantagem sobre nós. 


Achamos que os governos ou as corporações têm poder sobre tudo, mas isso não é real. Um vírus atinge pessoas indiscriminadamente.

 

Mas existe uma conclusão interessante e alentadora. O homem como predador da natureza poderia ter sido varrido da face da Terra, mas isso não ocorre. O vírus desperta criatividade e avanços científicos e tecnológicos impressionantes. A humanidade sobrevive e evolui.

 

Existe permissão para que isso se realize, mas dentro de regras que desconhecemos e dificilmente iremos conhecer. O vírus como um organismo do planeta precisa de vida para sobreviver.

 

Se quisermos ter algum tipo de protagonismo nos destinos humanos, é importante fazermos escolhas conscientes. Ou seremos parte construtiva da natureza ou iremos conviver com rupturas frequentes sem compreender ao certo a razão de sua existência. 


Está em andamento uma grande mudança climática no planeta. Não sabemos claramente as razões disso, mas as consequências serão desastrosas. Estamos preparadas para elas? Infelizmente por enquanto nossa resposta nunca é preventiva, mas reativa. Ela somente surge depois de o desastre se tornar realidade. Que tal refletirmos um pouco sobre isso e nos anteciparmos?


Fontes: 

Globo: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2020/04/01/de-onde-vieram-os-virus-e-como-eles-chegaram-ate-nos.ghtml

Komsomólskaia Pravda: https://www.hab.kp.ru/daily/217163.5/4262809/

 

Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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