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PORTAL SOLARIS
Herói moderno

Quando pensamos no arquétipo de herói, temos em vista o herói épico munido de ideiais romântidos e cavelheirescos. Este herói perpetuou-se nas sociedades através da tradição oral – contos infantis, lendas e sagas. Ele representa um indivíduo capaz de interferir na vida da humanidade, livrando-a de injustiças, guerras e doenças. Utiliza as forças da natureza para sobreviver e defender a sua pátria. Consegue se adaptar às situações mais adversas, seja no deserto ou na selva, pois sabe tirar o máximo proveito de sua força física e destreza, além de valorizar o momento presente.  


O herói moderno é fruto do mundo sistêmico, que permite participação interativa através de uma rede de comunicação global e da simultaneidade de informações. Essa interação e integração, contudo, não implicam homogeneidade: este herói mantém sua criatividade e faz escolhas pessoais que o levam à realização. 


Chamamos este herói de homem de conflito. Mas por que conflito?  

A principal razão para o conflito existir reside nas emoções, que, devido ao desenvolvimento da personalidade, tornam-se mais vivenciáveis e complexas. O homem de conflito, portanto, nem sempre é um exemplo de tranquilidade e equilíbrio.  


Assim, existe permissão para que essas pessoas atinjam a realização desejada, mas, em contrapartida, elas precisam lidar com os conflitos, eliminando as emoções e as situações responsáveis por eles, normalmente carmáticas, que terão que ser compreendidas e superadas.  


O momento em que vivemos possibilita essa façanha, mas o preço a pagar é alto. Os conflitos que devem ser resolvidos não são nada simples e muitas vezes exigem uma mudança existencial radical. A luta não é fácil, mas é sempre válida. A força usada na superação dos conflitos pode não ser relevante em termos históricos, mas possibilita ao indivíduo dar um salto quântico fundamental para seu crescimento.


O homem de conflito torna-se um guerreiro existencial capaz de trilhar sozinho seu caminho, refletindo todo o potencial humano ao superar as consequências dos dilemas exteriores e interiores. A condição desse tipo de guerreiro não significa entrar em guerra com o mundo. A chave é não ter medo de si próprio e encontrar em si uma força regeneradora, capaz de clarear, inclusive, o mundo que o rodeia. 


Essa espécie de luz que ele emana permite resolver questões complexas de convivência entre pessoas e até entre povos. A sociedade de guerreiros é uma sociedade de consciências desenvolvidas. O guerreiro existencial encontra motivação na sua própria trajetória, em algo muito importante para si mesmo, que se transforma numa rotina quase que sagrada, sem desperdício de vitalidade e com foco no objetivo principal, que é o de transformar-se no comandante de sua própria vida.


O homem de conflito, que é o herói moderno, não precisa ser um gênio ou ter algum dom especial. Cada pessoa, participando ativamente da vida da sociedade, pode virar esse tipo de herói. O homem moderno se torna um guerreiro existencial, capaz de vencer os obstáculos e de sentir-se plenamente realizado. As portas para isso estão abertas. 

 

Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.